sábado, 7 de setembro de 2013 Entrevista, Teatro | 18:00

Clarice fala da alma humana

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Visto por mais de 700 mil pessoas e com apresentações em 70 cidades, o espetáculo Simplesmente Eu, Clarice Lispector com Beth Goulart que assina a adaptação do texto e direção retorna em cartaz no Rio de Janeiro, Teatro Fashion Mall de sexta a domingo, onde permanece até julho. O monólogo tem supervisão de Amir Hadad.

Beth Goulart levou, pelo trabalho, quatro Prêmios de melhor atriz: Shell 2009, APTR, Revista Contigo e Qualidade Brasil que premiou também como melhor espetáculo. O espetáculo ainda foi indicado ao Prêmio Shell 2009 de melhor iluminação (criada por Maneco Quinderé) e melhor produção pelo Prêmio APTR.

A escritora atinge a todas as pessoas de todas as idades, com seus personagens, pessoas simples do nosso cotidiano. Talvez por isso na web, multiplicam-se blogs e comunidades que discutem Clarice Lispector, autora mais contemporânea do que nunca; ela foi homenageada na VI Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto. As publicações biográficas sobre a autora vendem como água: o autor americano Benjamim Moser que lançou Clarice, pela Cosac Naify, volta toda hora para o Brasil para falar da autora. Ele debateu com Beth Goulart na  Bienal do livro, esteve na Flip e foi a Fliporto, em Olinda que encerrou com apresentação de peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector.

Uma de suas fontes, a historiadora Nadia Gotlib, nos deu uma entrevista imperdível contando da linda fotobiografia, lançada pela Imprensa Oficial, e do seu livro mais recente Clarice uma vida que se conta, pela Edusp. Talvez por isso, a delicada interpretação na peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector lota com ingressos esgotados por onde passa. Talvez por isso, Beth Goulart agrade tanto.

Sotaque cantado e nordestino. Humor Judaico e amor na obra de Clarice

Nessa parte da entrevista, Beth Goulart não resiste e nos mostra como interpreta a escritora e mais quatro personagens do seu vasto universo.  O Amor é o tema presente: ” Amar os outros é a única salvação individual que eu conheço… Ninguém estará perdido se der amor,  e às vezes, receber amor, em troca.”  No espetáculo, trechos das obras: Perto do Coração Selvagem, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres e os contos Amor e Perdoando Deus.

Veja também:
Que mistério tem Clarice?

Clarice Lispector: influência nordestina e mudança radical

Espetáculo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”
Temporada: 17 de maio a outubro de 2013
Dias e Hora: Sexta 21h30 / Sábado 21h30 / Domingo 20h
Teatro: Teatro Fashion Mall – Shopping Fashion Mall
Endereço: Estrada da Gávea, 899 / São Conrado / Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2422-9800 / 3322-2495
Vendas On Line: Ingresso.com
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos

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terça-feira, 13 de agosto de 2013 Entrevista, Literatura, Poesia | 19:05

Uma conversa com Ferreira Gullar: mais de 80 anos de poesia, política e arte

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O Prêmio Jabuti, que mudou de regras esse ano – não há mais 3 finalistas para cada categoria – já tem os vencedores de 2011 para cada uma das 29 categorias. Em Alguma Parte Alguma,  publicado ano passado, por Ferreira Gullar, ganhou o Prêmio na categoria poesia. José Castello ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance com seu livro Ribamar.

Conversamos com Ferreira Gullar, pouco antes do aguardado lançamento do livro Em Alguma Parte Alguma, pela José Olympio, quando ele acabava de completar 80 anos. Ele nos recebeu na penumbra de seu apartamento em Copacabana, onde não é poupado dos barulhos externos. Contente com todo esse reconhecimento? com o Prêmio Camões? – pergunto. Feliz, sem dúvida, mas ainda surpreso, espantado com tanto assédio da mídia: “Não aguento mais dar entrevistas! É uma atrás da outra, esta será a última. Acho uma overexposição, eu quero sim, é que leiam a minha poesia”, brada um Gullar, um tanto cansado, mal humorado. Como bem disse na Flip, ele sempre remou contra a maré. Apesar disso, arrebatou a plateia de Paraty, ao narrar com humor, sua trajetória de percalços, onde a produção artística caminhou lado a lado com a política.

Incomodado com o gato que acabara de ganhar de presente de Adriana Calcanhoto – o bichano demanda ração especial e não aceita a que ele comprou no bairro -, aos poucos, o poeta vai se animando: “Ela quis ser gentil, eu contei que meu gato morreu, e a Adriana apareceu com esse filhote aqui, também siamês. Mas ela me arrumou um problema, sabe!”.

Nesse vídeo, ele nos fala da sua estreita relação com a arte e aponta com apreço quadros de artistas amigos que ornam as paredes de uma sala bagunçada de literatura e arte. O poeta já desejou ser pintor e tem se dedicado a fazer colagens de papel; ele nos mostra o boneco de outro livro inédito, de colagens de bichos, Zoologia bizarra, que sairá pela Casa da Palavra.

Na casa de Gullar


“Rilke, Elliot, Rimbaud, Mallarmé, Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Camões, Castro Alves, Olavo Bilac, tem poetas que eu leio e releio a obra toda, não me canso… É um mundo muito rico!”, festeja um Gullar, que na infância chegou a pensar que poesia era coisa de gente morta. Claro que as pessoas lêem poesia, senão meus livros não venderiam. O livro Toda Poesia está na décima nona edição, os outros estão em décima quinta, décima quarta… ” exclama.

O Duplo, um poema do novo livro de poesias

Entre um livro e outro são sempre muitos anos, o que não quer dizer que o poeta não escreve no meio tempo em que fica sem publicar. “A luta corporal foi uma aventura que nasceu de um ideal poético, impossível de atingir. O resultado é que a linguagem foi levada ao limite, implodiu. Todo livro meu é uma aventura que vai se concretizando a medida que eu faço, refaço, critico, edito”. A poesia concreta é uma experiência ultrapassada; a rigor, nunca me considerei um poeta concreto, como os irmãos Campos.  De lá eu fui para a poesia neoconcreta que veio dar depois no Poema Sujo e nos poemas de hoje”, considera. Na Flip, ele disse que fez Poema Sujo porque as pessoas estavam desaparecendo na ditadura e ele tinha medo de morrer. “Quis deixar algo em meu nome e no daqueles que sumiam, de repente.“ Gravado numa fita, o libelo foi trazido pelo poetinha Vinicius de Morais que o fez circular pelo país. Ícone, virou quase um hino dos anos de chumbo. O novo livro só tem poesias inéditas, mas carrega nos traços os versos dessa trajetória. “Não me sinto com 80 anos!”

O novo livro de poesias Em Alguma Parte Alguma

Em Alguma Parte Alguma
Livraria Cultura – Loja Record /Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073, São Paulo
A partir das 19 horas

Veja também, o poeta na Flip 2010:

“A arte existe porque a vida não basta” Ferreira Gullar

“É bom fazer poesia: ninguém te obriga”

Flip 2010 foi salva pela programação do sábado

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013 Recomendo | 18:00

Figura mitológica de Padre Cícero ajuda a entender Lula

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Danilo Santos de Miranda, diretor do Departamento Regional do SESC-SP, recomenda um livro para entender o Brasil e o nosso presidente:Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão do escritor Lira Neto. O autor já escreveu a biografia de Maysa e do escritor José de Alencar com a qual ganhou o Prêmio Jabuti 2009, categoria Melhor Biografia.

Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão é a mesma recomendação do ex-secretário de Cultura João Sayad – que assume a presidência da Fundação Padre Anchieta-; ele indica também os livros do português Miguel Sousa Tavares.

Veja também:
“Guerra santa” com evangélicos reabilita Padre Cícero

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terça-feira, 19 de março de 2013 Literatura | 23:00

Saudade de José Mindlin…

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Um livro de memórias que interesse às crianças…

PODCAST: ouça o que José Mindlin fala sobre seu último livro em entrevista especial, antes de falecer

Coleção: Clara Luz
Editora: Ática
Ano da edição: 1998
Páginas: 48

Admirado por todos, não só os fãs de literatura, José Mindlin, que faleceu no dia 28 de fevereiro, recebe uma homenagem hoje no Centro de Cultura Judaica, às 20h. O homem que é quase sinônimo de livro no Brasil sabia que leitura se começa na infância. Um ano antes de morrer me deu uma longa entrevista no Letras e Leituras, programa que conduzo há 3 anos na Rádio Eldorado. Estava incomodado com a dificuldade crescente de enxergar, mas completamente envolvido em novos projetos, como a construção da Biblioteca que irá abrigar a Coleção Brasiliana que doou à USP, e o livro que escreveu para o público infantil.

Também no Centro de Cultura Judaica, o bibliófilo será o centro de duas outras atividades.

Especial em Homenagem a José Mindlin- Conversas sobre o Futuro do Livro  

O editor Luiz Schwarcz da Cia das Letras, o escritor Milton Hatoum e o diretor da Biblioteca Brasiliana, Pedro Puntoni, falam da paixão de José Mindlin pelos livros e também da digitalização da Brasiliana.

Sipurim, a hora da história – O homem dos 40 mil livros , com Ana Luisa Lacombe e Décio Gioielli

A atividade mensal de contação de histórias será baseada  desta vez no livro Reinações de José Mindlin escrito por ele mesmo com as lembranças da infância. Como diz a coordenadora Ana Luisa Lacombe, além das historias dos 40.000 livros que José Mindlin doou para São Paulo, ele nos deixou também a história de sua vida. É o que Ana Luiz irá contar para os pequenos leitores: a trajetória daquele que sempre será uma grande inspiração para todos.

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sexta-feira, 8 de março de 2013 Entrevista, Imagem, Literatura | 19:03

Bola na rede!

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“Bola na trave não altera o placar, bola na rede pra fazer o gol (o show), quem não sonhou em ser um jogador de futebol?” Adoro a letra do Skank… Mais interessante é reconhecer o futebol arte. Passes, dribles e gols dos meninos do Santos, por exemplo, Neymar, Ganso… que enchem de alegria as torcidas pelo Brasil. A beleza do jogo não existiria sem a galera e é pra ela que as lentes do fotógrafo Ed Viggiani se voltam.

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Futebol de várzea, pelada na praia, na lage ou nos gramados, a maior diversão do braileiro… Ed Viggiani retratou a atividade pelo Brasil afora, durante anos. Ele escolheu outro lugar mágico, o estádio do Pacaembu, onde hoje fica o Museu do Futebol, para nos falar do seu livro de fotos Brasileiros Futebol Clube, com apresentação de Luis Fernando Verissimo, adotado como currículo do curso de fotojornalismo da ECA-USP em 2009.

Futebol e Brasil são palavras pronunciadas juntas em qualquer parte do planeta, o esporte é a língua comum entre o pobre e o rico, o assunto que leva todas as semanas milhões de pessoas a acompanhar os jogos ao vivo ou pela TV, sem falar nas outras tantas que o praticam. O futebol é a cara do Brasil.

Para fazer o livro, Ed Viaggiani juntou um acervo de mais de 5000 fotos sobre o tema, ele escolheu mostrar a relação do brasileiro com o futebol e jogar sua lente na mobilização de milhões de aficionados. Afinal, é o torcedor que imulsiona o jopgador. A dor, a tensão, a angústia, a alegria das torcidas está tudo ali, em suas lindas fotos PB. Pela entrevista, dá pra perceber que não é um trabalho fácil dissimular-se entre qualquer torcida com uma câmera e tentar captar a emoção num clique: “Se acontece um gol do outro time, a culpa é do fotógrafo, não é do jogador”
   

Conversas fotográficas

Ano passado,o fotógrafo Ed Viggiani falou no Museu Lasar Segall sobre o processo de criação, do histórico da concepção de seu livro “Brasileiros Futebol Clube” até a escolha do preto-e-branco como elemento de identidade visual, dentro do projeto Conversas fotográficas no Segall que promove encontros com fotógrafos, curadores e críticos para compartilhar suas ideias e inquietações com o público.

Ed Viggiani

Começou a fotografar em 1978, trabalhou com Chico Albuquerque em Fortaleza, no jornal O Povo, e também como seu assistente no estúdio da agência Mark Propaganda. Em seguida, trabalhou nas revistas IstoÉ e Veja, no jornal Folha de S. Paulo e no Jornal do Brasil em São Paulo.  Com a individual “Matando o Tempo a Golpe de Luz” (1991), na Galeria da Fotoptica, recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor exposição do ano. Outro premio foi o Mother Jones International Fund for Documentary Photography (1991), nos Estados Unidos, com o ensaio fotográfico “Irmãos de Fé”, sobre religiosidade popular no Brasil.  Fez em 1998 a coordenação editorial do livro “Brasil Bom de Bola”.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Estreia | 00:55

Novo teatro em Trancoso anima evento musical, na Bahia

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Assim tudo começou…
Hoje na segunda edição, Trancoso e arredores ganham um teatro definitivo e um evento que veio pra ficar.

Durante uma semana, a partir sesse sábado 17 até o outro 24 de março, a paisagem paradisíaca de Trancoso será o cenário de um festival inédito e totalmente gratuito, o Música em Trancoso – MeT. Um anfiteatro, montado no alto das falésias, perto do Club Mediterranée, irá acomodar mais de 1.000 pessoas na plateia e cerca de 100 artistas no palco, que se apresentarão sempre ao pôr do sol. Durante o dia estudantes de todo o Brasil que se inscreveram pela internet poderão assistir a workshops com musicistas internacionais de peso.

A iniciativa partiu de um grupo de amigos que tem casa de veraneio na região, entre eles, Sabine Lovatelli, presidente do Mozarteum, com o objetivo de levar a boa música para um lugar pouco acostumado a ver orquestras ao vivo.
“A ideia também é poder dar uma nova possibilidades de desenvolvimento econômico para os habitantes locais, numa região que vive da sazonalidade do turismo. Assim conseguimos estender o movimento dos restaurantes, pousadas, hotéis, serviços de transporte, quase até a Páscoa.” comemora.

A programação que vai invadir os canions de Trancoso

No Festival em Trancoso, grandes clássicos serão apresentados por nomes da música clássica e da MPB, como as irmãs Katia & Marielle Labèque (piano) e os integrantes da Filarmônica de Berlim, Rüdiger Liebermann (violino), Walter Küssner (viola) e o Walter Seyfarth (clarinete) proporcionarão ao público interpretações primorosas de instrumentos de cordas, sopro e metais e canto. As irmãs Katia & Marielle Labèque (piano) e os integrantes da Filarmônica de Berlim, Rüdiger Liebermann (violino), Walter Küssner (viola) e o Walter Seyfarth (clarinete) estão entre eles. Prometem também emocionar a platéia os músicos Andreas Grünkorn (violoncelista), Benoit Fromanger (flauta), Jonathan Williams (trompete) e Richard Galler (fagote). A soprano Julia Thornton, o tenor Tadeusz Szlenkier, o maestro Cesar Camargo Mariano, ao piano, e a cantora Mônica Salmaso compõem os destaques do festival.

Destaque para a apresentação do dia 20, quando a maioria dos solistas convidados, acompanhados das irmãs Labéque, subirão ao palco para juntos executarem O Carnaval dos Animais, a belíssima composição de Camille Saint-Saëns; Conhecidos musicais compõem a programação, com trechos de West Side Story e Porgy and Bess. Todas as apresentações serão acompanhadas pela Orquestra Juvenil da Bahia, com regência do maestro Ricardo Castro.

Além dela, a orquestra imperial e os músicos convidados tocarão um repertório de fácil digestão, pensado especialmente para a formação de platéia; nada de tocar uma peça inteira. Fica claro que essa primeira edição é um teste para o público, a programação destacará clássicos da música erudita e peças de óperas e de musicais consagrados. A MPB será contemplada com uma noite dedicada à Bossa Nova e um jam session com músicas do nosso compositor maior, maestro Antonio Carlos Jobim. Se você ficou animado, desista!  Não há mais ingressos disponíveis, nem passagens aéreas. Quem sabe, no ano que vem. Resta esperar que o festival vingue. Vida longa ao Met!

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 Estreia, Festival da Mantiqueira, Literatura | 19:05

Prêmio Casa de las Américas para Luiz Ruffato

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O prêmio principal de literatura brasileira foi concedido em Cuba para o romance “Domingos Sem Deus”, de Luiz Ruffato. De acordo com o UOL, a ata do júri registra que ele “apresenta diversos episódios independentes que se entrelaçam, formando o mosaico de um Brasil essencial, embora esquecido”.

Outro brasileiro, Chico Buarque, por sua vez, recebeu um prêmio honorífico de Narrativa. O Prêmio Casa de las Américas é outorgado anualmente em Havana desde 1960.

Domingos sem Deus, é o quinto e último volume do Inferno Provisório, projeto que tomou forma de uma denúncia literária, um vasto painel sobre a industrialização em Cataguazes, Minas e o cotidiano do operariado nos últimos 40 anos até a eleição do Lula… Nesta videoentrevista gravada durante o Festival da Mantiqueira, ele conta mais sobre seu processo criativo e fala do último romance.

Demorou 15 anos para escrever a pentalogia Inferno Provisório

No romance, Ruffato dá continuidade às histórias de seus premiados e elogiados livros anteriores, Mamma, son tanto felice, O mundo inimigo, Vista parcial da noite e O livro das impossibilidades. O autor constrói seu texto com tintas políticas fortes e nos apresenta a vida dos miseráveis e invisíveis, traçando um painel das mudanças ocorridas no país por mais de cinco décadas.

Domingos sem Deus

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 Exposições, Imagem, Literatura | 11:00

A Brasília de Niemeyer pelo olhar dos artistas

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Brasília
Autor: Marcel Gautherot – Brasília
Ensaios de Kenneth Frampton e Sergio Burgi
Páginas: 192

O Instituto Moreira Salles lança hoje no Rio de Janeiro, às 19h, o livro Brasília, com  imagens do fotógrafo franco-brasileiro Marcel Gautherot e abre exposição sobre a capital,  As Construções de Brasília.

São imagens da cidade pelo olhar de importantes fotógrafos como Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Peter Scheir e 44 obras de artes visuais modernas e contemporâneas, que ocupam todos os espaços do Instituto. Trabalhos de artistas como Cildo Meireles, Regina Silveira, Waldemar Cordeiro, entre outros.

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O livro: Brasília

Organizado por Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, mostra  pela primeira vez parte do acervo de Gautherot que tirou mais de três mil fotografias da cidade. Em setembro, sai em Londres e em Nova York, a versão em inglês, pela editora Thames & Hudson. 

Marcel Gautherot, tido como  “o mais artista dos fotógrafos”  foi chamado por Niemeyer pra fazer, a partir de 1958, a cobertura fotográfica da construção de Brasília, que em 1960 se tornaria a nova capital do Brasil e um marco da arquitetura e do urbanismo modernista. Íntimo de Paulo Costa e Niemeyer, ele frequentou os imensos canteiros de obras do planalto central, e registrou a imensidão do vazio e a esperança dos candangos na construção de um país melhor.   

Nascido em Paris, Marcel Gautherot era apaixonado pelo Brasil que percorreu ao longo de sua vida, registrando com paixão e precisão os aspectos mais variados da vida nacional: das cidades históricas de Minas Gerais às festas populares do Nordeste, da paisagem amazônica à arquitetura modernista do Rio de Janeiro e de Brasília. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1996. Seu acervo de mais de 25.000 imagens passou a integrar a coleção fotográfica do Instituto Moreira Salles.

Projeção: Brasília nos muros de São Paulo

Um vídeo composto por 78 imagens do fotógrafo francês está sendo projetado na parede externa do Conjunto Nacional até amanhã, 30 de abril, ininterruptamente das 19h às 5h. A projeção ocupa toda a parede do prédio voltada para a avenida Paulista, com seis metros de altura e 35 metros de comprimento.
 
Exposição: As construções de Brasília
Local: Instituto Moreira Salles
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea- Rio de Janeiro

Até 25 de Julho de 2010

Projeção Brasília 50 anos
Local: Parede externa do Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073-São Paulo
Até 30 de abril, das 19h às 5h

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 22:47

Rir e rimar é só começar, ensinam o poeta José Santos e o filho Jonas Matos

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O poeta José Santos realiza oficinas de rima para crianças há quase 9 anos! Ele conta que começou quando seu filho Jonas tinha apenas oito anos. Hoje os dois são parceiras no ofício de ensinar a garotada a fazer poesia.
Veja como é fácil!

Oficina de rima em Sâo Francisco Xavier

A Biblioteca solidária de São Francisco Xavier abriga eventos paralelos ao Festival da Mantiqueira – Diálogos com a literatura. Ao longo do ano, o lindo quintal ajardinado abriga oficinas de gastronomia, costura, orquídeas e de escrita criativa. Foi lá que descobrimos que o jovem Jonas, com menos de 18 anos, já publicou um livro.

Filho de peixe, peixinho é!

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Entrevista | 11:44

Uma visita ao atelier de Adriana Varejão

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Muito da obra atual de Adriana Varejão pode ser visto na retrospectiva “Histórias às Margens” no MAM – SP, sob curadoria de Adriano Pedrosa. Referência na arte contemporânea nacional, a artista ganha uma mostra panorâmica que reúne 42 trabalhos fundamentais, produzidos desde 1991, mais da metade inéditos no país, vindos de coleções como Fundación “la Caixa” (Madri) e da Tate Modern (Londres), além de novas pinturas feitas especialmente para a exposição.
Varejão é extremamente valorizada no exterior. Recentemente uma obra sua foi leiloada a preço recorde pela Christie´s de Londres. É a primeira vez que o paulistano poderá tomar contato com seu trabalho, numa mostra de grande dimensão.
O trabalho anterior de Adriana Varejão pode ser visto na exposição Paralela 2010 . Um prato gigantesco de resina, com elementos tridimensionais que saltam para fora, com um quê de mistério e assombramento como tudo que ela faz e muito de kitch. Animais marítimos e algas se misturam a temática da maternidade, o vovo, o bebê, o cordão umblical, a casca do marisco. Visitamos o atelier da artista no Rio de Janeiro e pudemos conversar sobre essa fase inspirada nas porcelanas produzidas em Caldas da Rainha, em Portugal por Bordalo Pinheiro: ” Uma coisa muito presente nesses motivos de Caldas da Rainha, é a vida marítima, conchas, ostras, molusco e eu introduzi a figura feminina. ” Em Lisboa, o  museu Rafael Bordalo Pinheiro é vista obrigatória para quem quiser conhecer mais seu mundo fantástico conservado nas cerâmicas e faianças.

Do azul dos azulejos e dos mares portugueses às carnes…

Ela tem lugar cativo nas galerias e museus internacionais, os trabalhos de Varejão  integram as coleções do Guggenheim, em Nova York; do Stelekijk, em Amsterdam;  Fundação Cartier, em Paris.  Em Inhotim, Minas Gerais, o pavilhão construído especialmente para abrigar a sua obra é o que mais chama atenção. Nele, ela que é uma das mais instigantes artistas brasileiras, exacerba o trabalho que já vinha fazendo em cima da tradicional azulejaria portuguesa, ao compor as 4 paredes da sala com pinturas de gigantescos azulejos craquelados. É impossível não sair impactado desse ambiente que assim como toda sua obra faz uma ponte entre a modernidade e o barroco brasileiro, que ela descobriu adolescente, numa viagem a Minas Gerais. 

No Livro “Entre Mares e Carnes” da editora Cobogó,  uma interpretação  das carnes, convulsões físicas e mentais, elementos que voltam na obra dela, seja nas saunas, ou nas esculturas com azulejos e representações explícitas de vísceras expostas.  O  resultado me remete á imagem dos corpos emparedados da ditadura militar chilena. No que, a artista responde: ” Gosto de construir uma narrativa e dar elementos para que cada um construa a sua história. ”

Pintar carnes é uma tradição da pintura

Adriana lembra que artistas como Goya, Rembrandt, Francis Bacon já usavam essa temática…

Conta que a maternidade – Adriana tem uma filha de 4 anos com o colecionador Bernardo Paz – teve influência marcante na sua obra; a começar pela mudança da forma, do quadrado para o oval, redondo, o elemento água… Mas, definitivamente é fascinada e fortemente marcada pelo período Barroco: ” A carne é um pouco a tradução dessa volúpia barroca. Sempre me fascinou muito visitar mercados, acho muito alegre. Eu lido com a teatralização da matéria, da carne. As aberturas, as feridas, dentro de uma igreja barrroca também é um espetáculo. È essa ficção, essa teatralização que pretendo trazer”. 
 

Adriana Varejão participou de mais de setenta exposições em diversos países e ganhou em 2008 um pavilhão dedicado à sua obra no Instituto Inhotim de Arte Contemporânea.

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Histórias às Margens
MAM-SP
Parque Do Ibirapuera, s/nº
De Terça a Domingo, das 10h às 17h30. Grátis
Tel. 5085-1300.

Veja também:

Entre Carnes e Mares

Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo

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